Ora aí está um tema desinteressante, mas que senti necessidade de falar nele. Nunca imaginei escrever algo sobre o poder, mas lembrei-me daquelas perguntas que se fazem ás misses, do género se fosse presidente o que mudaria no mundo, e elas respondem aqueles chavões de acabar com a guerra, a fome…..etc. Pois bem, não tenho pretensões de ser presidente do que quer que seja, a não ser da comissão de festas do bairro. Não por não ter capacidades de liderança, mas porque gosto de liderar os mais fracos e não os que fazem da liderança uma guerra de poder. Nos últimos tempos alguém com Poder, conseguiu criar a divisão, a confusão, a burocracia e o conflito em nome de não sei bem o quê. Quem recebeu as instruções desse poder, tinha várias hipóteses. Uns protestaram e cumpriram, outros não protestaram e cumpriram e outros pararam para pensar e agiram de acordo coma razão e consciência que de facto tinham. O meu poder, infelizmente não parou para pensar e lançou-se loucamente em frente, em excesso de velocidade, consumindo enormes quantidades de energia, que poderão mais tarde fazer falta As autoridades ao contrário do que é costume, aplaudiram! Que estranho ou talvez não!!!!!
Quando vim para esta “empresa” vinha cheio de sonhos; trabalhar para que o “produto final” tivesse sucesso, no trabalho e na vida. Gostava do ambiente, os empregados gostavam do que faziam, o poder era exercido naturalmente sem imposições. Quando apareceu alguém a dizer que os melhores trabalhadores deveriam ser premiados, pensei para comigo, concordo perfeitamente com a posição do Poder. Mas santa ingenuidade, (sim reconheço que numa parte significativa da minha vida sou ingénuo, mas isso não é defeito é virtude, sou assim, pronto, mas curiosamente, mesmo sendo prejudicado por isso, gosto de ser assim vá lá saber-se porquê!), acreditei que isso pudesse ser verdade.
Cheguei á brilhanteconclusão que os melhores, não são os que trabalham árduamente o produto final, mas que estão mais proximos do poder e os que têm muitos dossiers, aqueles que gostam do poder pelo poder, que gostam de se mostrar ao outro poder, de usar o poder, aqueles que parece que quando trabalham, colocam um daqueles coletes berrantes para que toda a gente saiba que estão a trabalhar. O meu poder produziu imensos documentos, bonitinhos, com muitas alíneas, grandes esquemas, muita quantidade de papel, reuniões incontáveis e no final felizes pelo dever cumprido. Mas o que acho estranho, é que fora do ambiente do poder, há uma espécie de muro das lamentações do monstro de burocracia criado. Como no filme, a máquina volta-se contra o seu criador. E a culpa é do Poder, do outro Poder.
É difícil os poderes admitirem que erraram, que se enganaram, que podiam ter escolhido outro caminho, portanto daí não há muito a esperar.
É fácil dizer que se fez mal quando não se mostra o que se devia ter feito. Não vou dizer o que faria se fosse poder, mas sim o que não faria. Então se eu fosse poder, do que quer que fosse, havia 3 items que eu nunca faria
-Nunca colocaria em determinados lugares, pessoas que não conseguissem gerar bons ambientes de trabalho. Todos temos direito a ter opiniões contrárias, e considero salutar que assim seja, pois lá diz o sábio povo, “da discussão nasce a luz” .
-Nunca deixaria de ouvir todas as sensibilidades e procuraria sempre gerar concensos.
-Nunca seria mais papista que o papa.
Por fim gostava de pedir uma coisa simples aos poderes, por favor , mas por favor….DEIXEM-ME TRABALHAR!



